

Eles buscam novas sinapses, novas sensibilidades e novas fronteiras!

Veja porque a junção de arquitetos, designers e artistas faz diferença nos projetos!
Cada vez mais arquitetos, designers e artistas se unem para formar equipes mistas de projetos em diversas frentes de trabalho. Tanto no atendimento às mais ortodoxas demandas, quanto na organização de eventos que aproximam arte, essa junção faz a diferença. Assim sendo, nos projetos de edificações e mobiliário e outros eventos, esses profissionais tornam permeáveis os limites de atuação de suas formações profissionais. Além disso, ampliam as perspectivas de suas experiências de criação. Por sua vez, isso afeta intimamente suas visões de mundo e os resultados de seus projetos. Eles buscam novas sinapses, novas sensibilidades e novas fronteiras.
Co-inventar
A antiga quadra de esportes da escola Antonieta de Barros é uma edificação dos anos 1920 no Centro de Florianópolis que está há dez anos sem uso por problemas de conservação. Ele serve atualmente como estacionamento de uma entidade pública. Há uma semana, entretanto, o local ganhou vida com a ocupação efêmera do evento Subtropikal. Assim sendo, o projeto levou pessoas, e não carros, para a área. O novo uso sinaliza a futura transformação da quadra em praça pública. Com o nome de Square Lab, a iniciativa é do Centro Sapiens e tem projeto urbanístico e identidade visual a cargo do Co Studio. Este é um time de jovens profissionais que atua nas áreas de arquitetura, design e marketing. “O conceito é o de uma praça experimental, que possa receber intervenções espaciais de tempos em tempos”, diz o “co-arquiteto” Lucas Passold.
Co-design
Criado em 2014 pelo arquiteto, designer e diretor de arte Felipe Protti, a Prototyp& é um estúdio que produz muito. Dentre eles, estão os trabalhos com arquitetura, interiores, cenografia, mobiliário, design gráfico e projetos especiais de produtos desenvolvidos para marcas ecolabs. Uma equipe transdisciplinar atua sob o conceito de “chão de fábrica”. Ou seja, um caminho de design independente que alia o delineamento conceitual à experimentação e ao conhecimento das técnicas e materiais de produção. Além disso, o espaço físico do estúdio em São Paulo é também um showroom aberto ao público. Por sua vez, possui uma oficina de protótipos, onde são criados e executados projetos envolvendo pequenos fornecedores em processos dinâmicos e feitos à mão.
Trans-arquitetura
O Bloco B Arquitetura trabalha não apenas na criação de projetos urbanísticos e de arquitetura e interiores residenciais comerciais e corporativos, mas na concepção e organização de eventos culturais e formativos. As arquitetas Camilla Ghisleni, Gabriela Fávero e Julia de Faveri estabelecem novas conexões com criativos de várias áreas de conhecimento. Por sua vez, constroem uma trajetória singular que vai além da arquitetura. Assim também integram a equipe da Paralela Arquitetura e Artes. Um evento bienal com programação cultural que reflete sobre a cidade sob a ótica crítica de quem exerce ativamente o pensamento urbanístico. Além disso, promovem ações que convidam os cidadãos a tomar consciência de aspectos sócio-políticos dos espaços urbanos.
Participação e a importância das pessoas
Por fim, todos esses diálogos urdem uma performance abrangente no fazer arquitetônico. Por exemplo, o projeto da Praça Coronel Alexandre Mafra, no centro de Guaratuba (PR). Não por acaso feito em parceria com Desterro Arquitetos e Giz de Terra Paisagismo, parte de um amplo olhar sobre a cidade. O desenho propõe a conexão e valorização dos elementos históricos, a integração de áreas verdes e o ecossistema local. “Principalmente, propomos o resgate da relação da praça e da cidade com o mar”, afirma Julia. Essas premissas resultam em um desenho que prioriza o pedestre, a acessibilidade universal e a restrição ao automóvel, estimulando o uso da bicicleta através de ciclofaixas e vias compartilhadas. Bravo!