Brasileiros ganham prêmio de Melhor Edifício do Mundo

Brasileiros ganham prêmio de Melhor Edifício do Mundo

Assinada pela equipe de Marcelo Rosenbaum e pelo escritório Aleph Zero, a Aldeia das Crianças fica localizada em Tocantins

Brasileiros ganham prêmio de Melhor Edifício do Mundo

O projeto busca melhores condições de vida para alunos residentes de uma escola rural.

O projeto Aldeia das Crianças acaba de ganhar o prêmio de Melhor Edifício do Mundo de 2018. O prêmio foi entregue pelo RIBA (Royal Institute of British Architects). Como resultado, o projeto foi realizado pelos escritórios Aleph Zero e Rosenbaum.

A saber, está é uma premiação bianual que conta com participantes do mundo todo. Da mesma forma, estavam concorrendo na mesma categoria Bosco Verticale, do Boeri Estudio, a Central European University, do O’Donnell + Tuomey e a Escola de Música Toho Gakuen, de NIKKEN SEKKEI. Por sua vez, o projeto já havia sido premiado na categoria de Excelência Internacional.

A cada dois anos, o RIBA seleciona um edifício que exemplifica a excelência do projeto e a ambição arquitetônica. Isso, além de proporcionar um impacto social significativo.

Conheça a Aldeia das Crianças

Localizada em Formoso do Araguaia, no Tocantins, a Aldeia das Crianças se trata da modernização e construção de novas estruturas da residência estudantil. Ela abriga 800 alunos de 13 a 18 anos da escola rural existente na Fazenda Canuanã. Este, por sua vez, é um projeto da Fundação Bradesco que já dura 40 anos. Ela foi dirigida pela iniciativa A Gente Transforma, de Marcelo Rosenbaum e Adriana Benguela. Dessa forma, a construção recebeu uma importante participação das crianças residentes da escola internato. Estas passam grande parte de suas vidas por ali e puderam contribuir com seus desejos e necessidades de melhorias nos alojamentos. “Esse prêmio fortalece nosso entendimento de fazer arquitetura como uma ferramenta de transformação social, algo que transcende a construção e cria uma conexão profunda entre os jovens e as tradições de seus ancestrais”, explica Rosenbaum.

O projeto traz as raízes culturais da região por meio de suas estruturas de madeira e tijolos. Além disso, é sediada entre as vegetações de cerrado, de floresta amazônica e pantanal.

Em princípio, a ideia surgiu da vontade de trazer uma maior sensação de acolhimento às crianças. Assim sendo, mesmo longe de seus familiares, elas se sentiriam em casa. “Foi um prazer ver as crianças fazendo parte da construção e adaptar o espaço para suas necessidades do dia a dia. O que nós buscamos mais foi encorajar o desenvolvimento delas e a imaginação delas”, explicam os arquitetos Gustavo Utrabo e Pedro Duschenes, do escritório Aleph Zero.

Fonte: Casa e Jardim